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Um pouco da Chita...

Tecido simples, de cores alegres, a Chita teve seus ancestrais na Índia Medieval, há mais de 500 anos. Conhecida em todo o Brasil, a Chita chegou ao País na época do descobrimento e esteve presente em vários momentos da história brasileira. Vestiu os escravos, se fez roupas para festas juninas, decoração de casas, cortinas, até se tornar de muito valor cultural. Produzidas pela maioria das fábricas brasileiras, as chitas possuem estampas florais e outras copiadas dos motivos europeus (flocos de neve, ursinhos ou figuras geométricas). A Chita, na verdade, é o nome a tudo que se produz em tecido morim, de algodão.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Como surgiu minha relação com as Bolsas de Chita

Arrumando a casa, às vezes nos deparamos com uma ou outra coisa que ficam ali, guardadas, sem nenhuma serventia. Foi assim que encontrei alguns tecidos dobrados e guardados no meu roupeiro. Eram chitas floridas, jutas tingidas, gorgurões e oxfords de cores intensas. Esses tecidos eram parte da decoração do Kafka Bar, um empreendimento que eu e o Rodrigo tivemos no tempo em que morávamos em Nova Hartz.


Comecei a mexer nos tecidos e pensar a que serviriam. Não sei bem qual o link que criei com a confecção de bolsas mas comecei a planejar esses acessórios misturando os tecidos. Dias antes havia pensado nas bolsas quando comecei a juntar caixinhas Tetra Pack para fazer algo útil com elas. Minha idéia era contribuir de alguma forma com a tendência de sacolas retornáveis para compras, criando modelos bacanas, versáteis e ecologicamente corretos, algo relacionado com as idéias de reciclagem, sutentabilidade, compromisso com o ambiente. Misturei tudo isso ao meu gosto pelo artesanato, técnicas manuais, costura.


Pedi emprestada a antiga máquina de costura da minha mãe e comecei a cortar e costurar minha primeira peça. Apesar de ter ficado um tanto grosseira, empolguei-me para fazer as seguintes e encorajei-me a misturar texturas e cores numa mesma bolsa. E o resultado tem me agradado e muito!


O melhor disso tudo é poder fazer as bolsas em casa, um lugar tão especial que cultivamos. Aqui, na presença do meu pequeno Dioniso, costuro uma nova e preciosa história de trabalho com bolsas artesanais.