Arrumando a casa, às vezes nos deparamos com uma ou outra coisa que ficam ali, guardadas, sem nenhuma serventia. Foi assim que encontrei alguns tecidos dobrados e guardados no meu roupeiro. Eram chitas floridas, jutas tingidas, gorgurões e oxfords de cores intensas. Esses tecidos eram parte da decoração do Kafka Bar, um empreendimento que eu e o Rodrigo tivemos no tempo em que morávamos em Nova Hartz.
Comecei a mexer nos tecidos e pensar a que serviriam. Não sei bem qual o link que criei com a confecção de bolsas mas comecei a planejar esses acessórios misturando os tecidos. Dias antes havia pensado nas bolsas quando comecei a juntar caixinhas Tetra Pack para fazer algo útil com elas. Minha idéia era contribuir de alguma forma com a tendência de sacolas retornáveis para compras, criando modelos bacanas, versáteis e ecologicamente corretos, algo relacionado com as idéias de reciclagem, sutentabilidade, compromisso com o ambiente. Misturei tudo isso ao meu gosto pelo artesanato, técnicas manuais, costura.
Pedi emprestada a antiga máquina de costura da minha mãe e comecei a cortar e costurar minha primeira peça. Apesar de ter ficado um tanto grosseira, empolguei-me para fazer as seguintes e encorajei-me a misturar texturas e cores numa mesma bolsa. E o resultado tem me agradado e muito!
O melhor disso tudo é poder fazer as bolsas em casa, um lugar tão especial que cultivamos. Aqui, na presença do meu pequeno Dioniso, costuro uma nova e preciosa história de trabalho com bolsas artesanais.

